A história da Capoeira Regional


A capoeira Regional resultou da conjuntura histórica do início do século XX, quando Mestre Bimba viu-se incumbido em resgatar os valores da capoeira, que pareciam estar sofrendo mutações e opressões resultantes de pressões da época, e em articular um método pedagógico que resistisse à opinião individual.
Produto resultante do batuque (samba-luta) e da Capoeira Primitiva, a Capoeira Regional torna-se um divisor de águas uma vez que se dissemina através dos segmentos sociais mais variados e solidifica-se como arte, cultura e luta. No Brasil pós- escravocrata, a prática da capoeira era intensamente associada à marginalidade já que estava prevista no Código Penal.
Durante uma apresentação de Mestre Bimba à Getúlio Vargas em 1953, período marcado por movimentos, a Capoeira foi declarada parte da manifestação cultural brasileira. Mestre Bimba adentra os espaços universitários e, livre de qualquer classificação social ou sexual, delimita uma linha ideológica consistente, enraizada e moderna para a época, passando a ser identificado por seu alunos como “formador de homens”. Tal fato deve-se à alta pedagogia inserida em seu método de ensino, que reunia técnica, disciplina, ancestralidade amarrados à identidade brasileira com a malícia e alegria.
A consistência foi tamanha que em 1996, Mestre Bimba recebe, pós-morten, o Título Dr. Honóris Causa,  da Universidade Federal da Bahia e em 15 de Julho de 2008, a roda de capoeira foi declarada “Patrimônio Histórico-Cultural” pelo Ministério da Cultura. 
 Mestre Bimba, diz: “Em 1928, eu criei, completa, a Regional, que é o batuque misturado com a angola, com mais golpes, uma verdadeira luta, boa para o fisico e para a mente.”

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