Sem patrocínio, campeão da seletiva nacional de judô pode voltar ao semáforo

Campeão da Seletiva Nacional de Base, categoria ligeiro (50 a 55 quilos), e primeiro do ranking da Federação Paulista de Judô, Fabio Lescreck, 16 anos, corre o risco de voltar a pedir ajuda nos semáforos de Praia Grande, no litoral de São Paulo.
O título da Seletiva Nacional garantiu o atleta no Meeting Nacional de Base, que será disputado nos dias 3 e 4 de fevereiro, em São Paulo, mas uma das exigências da competição pode tirar o único representante da Baixada Santista do torneio.
Fábio pediu ajuda nos semáforos de Praia Grande para poder participar da Seletiva Nacional (Foto: Arquivo pessoal)Fábio pediu ajuda nos semáforos de Praia Grande para poder participar da Seletiva Nacional (Foto: Arquivo pessoal)
Fábio pediu ajuda nos semáforos de Praia Grande para poder participar da Seletiva Nacional (Foto: Arquivo pessoal)
– Infelizmente, vivemos em um país que está mais preocupado com asfalto e presídios e não pensa na educação. O Meeting exige kimonos e faixas com selo e o backnumber, com um custo médio de R$ 2 mil. Será que meu filho terá que voltar para o semáforo? O atleta que está em primeiro lugar no ranking, representa a Baixada Santista, São Paulo e o Brasil não tem condições de ir mais longe? Iremos pedir ajuda para a FPJ, mas acho que a minha indignação só vai aumentar – desabafou a mãe Kandyce Lescreck.
Os selos oficias são obrigatórios nas competições internacionais – é uma exigência da Federação Internacional de Judô. Neste ano, a cor escolhida foi a vermelha. O backnumber é a identificação do atleta (o nome) atrás do kimono.
Com kimono emprestado, Fábio Lescreck (de azul) venceu a Seletiva Nacional em dezembro de 2017 (Foto: Cristiane Ichizava/ Judô Nacional (CBJ))Com kimono emprestado, Fábio Lescreck (de azul) venceu a Seletiva Nacional em dezembro de 2017 (Foto: Cristiane Ichizava/ Judô Nacional (CBJ))
Com kimono emprestado, Fábio Lescreck (de azul) venceu a Seletiva Nacional em dezembro de 2017 (Foto: Cristiane Ichizava/ Judô Nacional (CBJ))

Exceção feita aos atletas da seleção brasileira principal, que ganham kimonos e faixas com selos oficias e arcam somente com o Backnumber (custo médio de R$ 1 mil), os judocas das categorias inferiores, que não contam com patrocinadores, arcam com os custos dos acessórios.

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